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Liderança negra: superando desafios rumo à igualdade

Atualmente no Brasil, apenas 30% dos líderes nas empresas são negros (IBGE). A falta de diversidade racial em posições de liderança revela o racismo estrutural que impede profissionais negros de atingirem seu potencial máximo. 

O tema, que abre o último dia do The Bridge Summit, é apresentado por Euripedes Magalhães (Senior UX Manager na OLX Brasil) e André Nunes (CTO e Startup Mentor na Bagy), no webinar “Acelerando a liderança negra”. 

A diversidade racial comprovadamente garante melhores resultados para as empresas. Empresas racialmente e etnicamente diversas são 35% mais propensas a performar melhor (McKinsey), e 85% dos CEOs com culturas diversas e inclusivas percebeu aumento nos lucros (Deloitte).

Empresas que buscam a inovação mas não investem em diversidade estão andando na direção contrária, pois é preciso um olhar diverso para gerar soluções que resolvam problemas reais de pessoas que são diversas.

Além de melhorar os resultados das empresas, a diversidade racial e a inclusão real são demandas sociais cada vez mais intensas. O movimento Black Lives Matter tem sido um grande vocalizador para a urgência por ações concretas de inclusão e reparo histórico.

Mas se todos os dados apontam para a inclusão de pessoas negras nos espaços empresariais, o que impede que isso seja uma realidade?

Desafios para a liderança negra

Devido ao racismo estrutural, a vivência de pessoas negras é, estatisticamente, muito distinta da de pessoas brancas. As oportunidades de acesso a ferramentas de qualificação e ascensão profissional são estruturalmente mais escassas para a população negra. 

Isso significa que o caminho para o desenvolvimento de lideranças negras deve ser pensado de forma personalizada para este perfil, levando em consideração o modo como o racismo estrutural afeta a formação destes profissionais e atrapalha sua ascensão.

No entanto, as estatísticas mostram que 70% dos cargos com poder de decisão são preenchidos por pessoas brancas (IBGE). Por não sentirem os efeitos do racismo, a presença negra é imprescindível até mesmo para desenvolver processos mais justos visando promover a diversidade nas empresas.

Mas se aumentar a diversidade é o primeiro passo, como fazer isso de forma urgente?

Promovendo mudanças reais

Garantir condições reais para que as pessoas negras acessem cargos de liderança no espaço corporativo é essencial para promover a diversidade racial. Veja algumas medidas que podem ser adotadas rumo à igualdade:

Comitê de diversidade e inclusão

Delegar responsáveis pela pauta de diversidade e inclusão na empresa, principalmente pessoas contratadas para cuidar do assunto, garante que o assunto não seja esquecido e que faça parte da cultura.

O comitê deve ser responsável por promover informação e treinamento sobre diversidade para todos os colaboradores, assim, como orientar e conduzir para que a empresa se torne um ambiente seguro e livre de preconceitos de qualquer natureza.

Processos seletivos específicos para pessoas negras

Importantes empresas têm encabeçado processos de recrutamento que só aceitam pessoas negras. Este tipo de ação afirmativa tem se popularizado, e a tendência é que mais empresas adotem estratégias similares para atrair candidatos negros.

Apesar de a medida ter gerado polêmica na sociedade, o caráter de discriminação positiva, visando reverter o racismo estrutural visível através das estatísticas apresentadas neste artigo, garante sua legitimidade.

Programas de qualificação interna

Enquanto os programas de ingresso específicos para pessoas negras funcionam muito bem para garantir a entrada destes profissionais, ainda é preciso criar mecanismos para reter e desenvolver suas carreiras internamente, garantindo que avancem na hierarquia corporativa.

Investir em um plano interno de treinamento para que colaboradores negros cheguem a posições de liderança é uma das formas de garantir que sempre hajam pessoas negras qualificadas para assumir a gestão. 

Rompendo o ciclo

Vimos como a falta de pessoas negras na liderança corporativa é um problema real, que impede que empresas sejam disruptivas e inovadoras. 

Para mudar este cenário, é essencial que as empresas se responsabilizem por apoiar a ascensão interna dos profissionais negros.

Uma vez estabelecidas políticas estruturadas para reverter o racismo estrutural nas empresas, é de responsabilidade de todos fortalecê-la e colaborar para que a inclusão ocorra efetivamente. 

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Ana Luiza Magalhães

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